Ficha, indestrutível e regenerar: o que a mesa mistura
Três jeitos de “não morrer” que não são o mesmo. Quando a ficha some, quando indestrutível não segura, e o que regenerar realmente substitui.
Ficha não é card
Efeito cria a ficha no campo. Enquanto está lá, é permanente: ataca, bloqueia, leva aura, dispara ETB. Não é card. Não vai à mão para ser jogada de novo. Não fica no cemitério.
Ao tentar mudar de zona, a ficha pode ser vista no caminho (morrer = campo → cemitério) e disparar. O check de estado a apaga. Reanimar “aquela” não cola. Copiar de novo, sim.
Ficha cópia de lendário é lendária. A regra das lendas não pergunta se veio de um card ou de um efeito.
Indestrutível é um escudo estreito
A palavra-chave impede destruição: dano letal e “destrua”. O permanente continua. −5/−5 até resistência 0 não é destruição: o check de estado põe no cemitério. Sacrifício e exílio também passam.
Dano marcado em indestrutível permanece até o limpeza, como em qualquer criatura. Só não a tira por letal. Toque mortal tenta destruir por dano letal — indestrutível segura. Infectar põe −1/−1 — indestrutível não segura.
Regenerar é um escudo de uma vez
Você regenera antes. O jogo cria um escudo: a próxima destruição deste turno naquele permanente é substituída. Ele vira, sai de combate, o dano marcado some. O escudo gasta.
Não cola em sacrifício, exílio, resistência 0. Não é ganho de vida. Não é indestrutível contínuo. Dois regenerates empilhados são dois escudos, ainda só contra destruição.
Na mesa, pergunte: “isso ia destruir?”. Se a resposta for não, esqueça o escudo. Se for sim, o escudo precisa já estar lá.
O check de estado não se responde
O jogo olha o estado sozinho, sem pilha, quando ia dar prioridade. Letal, resistência 0, 0 de vida, 10 venenos, lenda duplicada, aura ilegal. Tudo isso o próprio jogo resolve. Depois você recebe prioridade.
“Respondo à morte” da criatura com −2/−2 não existe como objeto. O que existe é jogar antes, enquanto ainda há prioridade, um instantâneo que mude o número. Depois do check, o permanente já foi.